52 weeks: week 32 – Exposição Ensaios de Figurino da Belle Époque carioca

{32/52} Belle Époque carioca

Como disse no post anterior, no dia 8 aconteceu o Seminário de História da Moda na Belle Époque carioca, e no mesmo dia foi inaugurada uma exposição juntamente com uma intervenção museológica inspirados no acervo do Museu onde trabalho. Foi realizado um ensaio de figurino a partir do acervo iconográfico e documental da Fundação Casa de Rui Barbosa que ficam dispostos pelo museu enquanto que a exposição com as vitrines e leitores ficam no porão da casa!

A foto acima é de uma vitrine da exposição e é também a foto da semana do meu Flickr. Eu me perco vendo esses objetos da Belle Époque! Tanta riqueza de detalhes…

Jupe Cullote – A primeira calça feminina!

 


Quem for do Rio, ou estiver por aqui, a exposição fica até o dia 8/11, no Museu Casa de Rui Barbosa, São Clemente, 134. Botafogo – Rio de Janeiro. Domingos: entrada gratuita!

Seminário de História da Moda – Fundação Casa de Rui Barbosa

A Fundação Casa de Rui Barbosa (fundação onde eu estagio) promoveu um Seminário de História da Moda : perspectivas brasileiras, na quarta (8), buscando dar um pouco mais de base informacional aos estudantes sobre a moda no Brasil, mas não necessariamente moda brasileira. Das as 10 as 17 hrs fui arrebatada quase que por uma viagem no tempo. E aqui, vou fazer um post sobre as palestras que mais me chamaram a atenção!

A primeira palestra logo nos pegou de surpresa: Tramas de afeto e saudade – Objetos e práticas vitorianas no Brasil oitocentistaNesse primeiro trabalho vimos como as jóias (são esses os objetos de afeto!) eram fundamentais para expressar emoções no período vitoriano, já que as sociedade, principalmente as mulheres, deveriam manter seus sentimentos disfarçados e serem altivas antes de tudo.  Assim, as jóias que você carregava contava sobre você e sobre sua atual situação.  Surgem, então, os camafeus, relicários etc, que traziam consigo retratos de filhos, entes queridos (as vezes já falecidos), relíquias, entre outras coisas, que simbolizavam ou o luto, a saudade, ou o afeto.

Na segunda metade do séc XIX o gosto pelo cabelo, acaba levando a criação de quadros e jóias com o cabelo como matéria prima! O cabelo possuía um significado  naquele período.  Por ser célula morta e manter sua viçosidade, e, mesmo após a morte os cabelos continuam intactos, estes simbolizava o duradouro, o perpétuo, além de vários outros valores. Logo, as mulheres do período mantinham cabelos enormes e que deveriam ser contidos (explicando aqueles penteados bufantes e bem altos!). Dessa maneira, possuir uma jóia com os cabelos de alguém querido, receber de presente numa carta os cabelos do amado simbolizavam carinho e afeto.

A segunda palestra fala do MIMO (Museu da Indumentária e da Moda)Retratos de família revelam escolhas feitas em determinado período quanto a moda, e com a história da fotografia anexada, nos dá um contexto histórico e social, melhorando a compreensão do acervo (a foto) e gerando mais informações sobre a história da moda brasileira. Agregando também os sujeitos como protagonista social fazendo a manutenção deste processo sociocultural, aliás serão registros online de diversos tempos históricos brasileiros!

Na palestraModa é coisa de Museu?” a Maria Claudia Bonadio trouxe um histórico sobre o IAC (Instituto de Arte Contemporânea), que foi instalado no MASP durante 1951 e 1952 e contou como as primeiras peças de indumentária e moda se tornaram artigos de museus, toda a rejeição e a tentativa,também, de criar uma moda brasileira (ela falou de vestidos chamados “abacate”, “bala de coco”!!) com seus cursos na area da moda, publicidade e design . As peças eram chamadas costumes e só eram consideradas “peças de museu” quando possuíam valor histórico (quanto mais antigo, melhor!) ou quando eram feitos por artistas.

“Costume de 2045″ por Salvador Dali

A Rosane Feijão, uma das organizadoras e também palestrante do evento, trouxe o tema Moda e Imprensa na Belle Époque carioca” de maneira bastante esclarecedora. Nos fez perceber ainda mais que a moda nos dá características de uma sociedade. A partir dos estudos dela a cidade do Rio tem a moda inserida de acordo com o crescimento da cidade seguindo sempre os parâmetros franceses. Se o objetivo era que o Rio se tornasse “uma Paris” porque a moda seria deixada de lado!?  A partir disso, a moda “entra na moda” no Rio. Revistas generalistas como a Fon-Fon e Careta ganham cadernos e colunas específicas para moda, tanto masculina quanto feminina, e abordavam os acessórios em desuso e em voga, além de darem “suas criticas” quanto as pessoas que circulavam nas ruas..

Fotografias de pessoas passeando pelas ruas, com as criticas embaixo

Na foto começamos a ver o principio do streestyle, han!?  A roupa era um elemento fundamental para obter projeção nas colunas sociais e na própria sociedade. A moda servia como propulsora, dizia de que classe social você pertencia, mas também era um tanto quanto opressora às mulheres e homens. O “fashionismo” era mal visto, e o que era pré-estabelecido para aquela estação era seguido veemente. Enquanto que ao mesmo tempo a moda refletia as mudanças na sociedade, se adaptando facilmente as necessidades, principalmente das mulheres, que se veem caricaturizadas e descriminadas ao serem livres e enfim, livrarem dos vestidos e usarem calças. Deixando um pouco de lado a ideia, sempre mantida, de que as mulheres deveriam se vestir para agradar aos homens, vemos, então, a moda como libertação.

Vi vários panoramas, várias “modas”, da moda opressora a moda libertadora, das revistas específicas de moda, com paginas lotadas de publicidade, aos cadernos de moda em revistas generalistas carregados de charges divertidissimas sobre as vestimentas “padronizadas” e ainda diferentes.

Saí com uma vontade imensa de pesquisar mais sobre e com uma sensação de viagem no tempo. Para quem se interessou pelo assunto a Rosane Feijão possui um livro chamado Moda e Modernidade na Belle Époque Carioca da Editora das Letras e Cores.

O post ficou enorme, mas acho que vale a leitura! ^^

Truth or Dare By Madonna

Truth or Dare: os sapatos e botas super estilosas que tem como assinatura Madonna e sua consultora criativa Arianne Phillips vão ser lançados primeiramente na Inglaterra.

Ao todo, serão mais de 60 modelos diferentes e com preços que variam entre 89 e 349 dólares e já estão disponíveis nas lojas Selfridges e no seu site.

Essa linha Truth or Dare By Madonna foi destinada às  mulheres de 27 a 50 anos que possuem um modo de se vestir com um toque sexy e cheia de atitude. Foi criado a partir da Madonna que sempre representou essa mulher forte em suas decisões e, ainda assim, sexy e feminina.

O perfume Truth or Dare  foi lançado nesse ano e a linha terá também roupas, bolsas e acessórios.

Abaixo, os primeiros calçados disponíveis. Diz se é ou não uma coisa linda!?! :

fonte: Madonna Online

Barroco nas passarelas, novamente.

Lendo a Vogue desse mês comemorando seus 37 anosLinda e completíssima por sinal! – reparei  nessa onda barroca que novamente vem invadindo as passarelas, e espero que as ruas também.

Peças bem detalhadas com bordados muito bem acabados, estruturas, transparencias, pedrarias.. Roupas de uma técnica tão apurada que dá vontade de chorar, trazendo de volta um período de extrema valorização as artes manuais e exagero através da profusão de elementos. Profusão essa que os estilistas souberam lançar mão sem deixar desarmônico.

Como nós temos o poder de ditar o que é tendência, vambora nos esforçar pra trazer ainda mais desse ar rebuscado e ao mesmo tempo modernos pras ruas!

Essa última foto ficou com diferença no tamanho, mas era só pra eu mostrar aonde está a influencia das saias com transparencia que vemos hoje tantas blogueiras fashionistas usando e até em vestidos de festa. Como esse utilizado pela Beyoncé no Met Ball 2012.

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